Quebra-Galho, 2025
Latão, aço inoxidável e aço,
dimensões variáveis


Durante uma chuva em 2016, parte de uma árvore caiu em frente à minha casa. Recolhi dois galhos que permaneceram no chão e os levei para o ensaio do espetáculo “Máquinas do Mundo”, que segue em circulação até hoje. Como a presença da natureza já estabelecia um diálogo consistente com a proposta cênica, os galhos foram incorporados quase imediatamente à encenação. Posteriormente, decidi fundir um deles em latão, convertendo-o em uma versão metálica e mais densa, sem alterar sua forma orgânica e rústica. Esse galho foi exibido no Museu de Arte Moderna (MAM) e, atualmente, integra o acervo do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Em 2026, surgiu a necessidade de transportar a obra, o que revelou uma pequena dificuldade por conta das dimensões da embalagem. Diante disso, em diálogo com Marília Teixeira, optamos por fragmentar o galho fundido, solucionando a questão do volume e, ao mesmo tempo, atualizando a dimensão semântica da instalação. Para juntar os fragmentos dos “galhinhos” até a configuração do galho original, utilizamos um conector industrial que, além de facilitar a montagem e a desmontagem, estabelece, em conjunto com a talha e as correntes que sustentam a peça, uma presença industrial mais explícita nessa versão da obra.


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