Máquina do Mundo, 2006
//Paralela,
São Paulo
Fotos: Denise Adams

lv_06_maquina-do-mundo_08.jpg
lv_06_maquina-do-mundo_02.jpg
lv_06_maquina-do-mundo_06.jpg
lv_06_maquina-do-mundo_05.jpg
lv_06_maquina-do-mundo_09.jpg
lv_06_maquina-do-mundo_07.jpg

A transferência da matéria pó é feita horizontalmente e através da máquina, um novo componente que peguei emprestado do poema a “Máquina do mundo”, de Carlos Drummond de Andrade: “no sono rancoroso dos minérios, / dá volta ao mundo e torna a se engolfar, / na estranha ordem geo­métrica de tudo”. A minha máquina transporta quase que unitariamente cada grão de mármore, num silêncio de minério, como se carregasse para lá e para cá, em pó, a história da escultura. Todo aquele mármore talvez guarde, na sua pilha, possíveis esculturas eternas. E talvez comente, grão por grão, a nossa precária transitoriedade.